sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Antigos instrumentos e métodos de tortura

                                                    

                    Bom, nesta postagem vou  falar um pouco de alguns métodos de tortura, e principalmente até onde vai a crueldade do ser humano.



                                                           Morte na fogueira




            A execução na fogueira tem uma história muito longa de como uma forma de punir a traição aos reis, heresia e em casos de bruxaria principalmente nos tempos da Inquisição. Na Idade Média, era comum serem executados na fogueira vários condenados simultaneamente. Atualmente ainda usam a prática deste método de execução em países como a Índia e Quênia.

Em caso de a fogueira ser suficientemente grande, a causa da morte ao contrário do que se pensa, não é o fogo em si, mas sim a inalação do monóxido de carbono que é venenoso para o ser humano. Nesta situação provavelmente a vítima já estaria inconsciente quando as chamas atingissem o corpo.

Porém no caso de ser uma fogueira pequena, a vítima manteria-se consciente e em grande agonia durante vários minutos enquanto era progressivamente queimada, até que por fim morreria devido à perda de sangue ou a ataque cardíaco.

Tipicamente a vítima era amarrada a um poste de madeira e à sua volta eram colocadas tábuas e troncos que serviam de combustível para a fogueira, por vezes para tornar menos dolorosa a execução a vítima tinha em certas partes do corpo fachos de madeira de modo a “antecipar” a morte.

Em algumas execuções nos países nórdicos as vítimas eram amarradas juntamente com pequenas porções de pólvora o que tornava a queimada uma autêntica sessão pirotécnica. A pólvora se estivesse localizada perto da cabeça serviria no, entanto, para “humanizar” a execução uma vez que a vítima morreria rapidamente devido à explosão quando o fogo a atingisse.

 

                                            Choques elétricos


                       



Os instrumentos mais utilizados para torturar os prisioneiros com choques elétricos são os bastões elétricos. Estes podem liberar uma descarga elétrica até 300.000 volts, e são usados nas partes mais sensíveis do corpo como: boca, planta dos pés, nos genitais, nos peitos e no pescoço.
Por vezes vários bastões são utilizados ao mesmo tempo para torturar um prisioneiro, podendo ainda este ser molhado com água para intensificar a dor.
A pele quando é exposta à choques fortíssimos, a pele acaba por se queimar e rasgar e a vítima sangra abundantemente das feridas infligidas pelos choques.


                                           Comida forçada



Esta forma de tortura como o próprio nome indica consistia simplesmente em forçar alguém a comer  comida contra a sua vontade.

Normalmente ela é aplicada em prisioneiros que se encontravam-se  em greve de fome, mas também há registros de ter sido usada como método de tortura principalmente em campos de trabalho forçado na China, e mais recentemente em Guantanamo e na prisão de Abu Ghraib no Iraque. As forças norte-americanas neste país são acusadas de forçar os prisioneiros islâmicos a comer carne de porco e beber vinho, o que vai contra a sua religião.

Na tortura eram utilizados tubos (quase sempre não esterilizados) que eram forçados pela boca e nariz da vítima diretamente até ao estômago. Houve mesmo casos em que os tubos penetraram os pulmões, provocando graves lesões, o que demonstra o desconhecimento e brutalidade dos carrascos.

No verão de 2003 prisioneiros do campo de trabalhos forçados de Gaoyang, na China, eles foram forçados a ingerir urina e excrementos humanos, naquilo que foi encarado pelas autoridades chinesas como uma inovadora forma de tortura, tendo sido enviados a esse campo pessoal de outros campos para “aprenderem” a técnica.

A ingestão forçada de alimentos ou de outras substâncias como água a ferver, detergente ou excrementos para além de causar vômitos, convulsões várias lesões internas, é uma forma de tortura usada atualmente, e que termina muitas vezes na morte da vítima.


                                          Cozidas até à morte



Esta horrível forma de execução era levada a cabo com a ajuda de um enorme caldeirão que poderia estar cheio de água, azeite ou mesmo sebo.
A vítima seria então colocada no caldeirão que seria depois aquecido com a ajuda de uma enorme fogueira.
Um outro método alternativo seria a utilização de um recipiente mais raso e menos profundo que o caldeirão. Estando a vítima parcialmente imersa, esta seria literalmente frita em fogo brando até à morte.


                                 O enforcamento (A forca)



O enforcamento pode ser encarado como uma forma de execução ou de suicídio. Desde o Império Persa que ao longo da história vem sendo usado como forma de aplicar a pena capital.

Atualmente ainda é aplicado legalmente para cumprir as sentenças de pena de morte em países como a Índia, Malásia, Singapura e até nos Estados Unidos, para além dos países islâmicos como Irão, Arábia Saudita, Síria entre outros.

Como forma de suicídio o enforcamento é a segunda em países como o Canadá ou os Estados Unidos, apenas ultrapassados pelas armas de fogo.

A execução na forca tem de ser cuidadosamente preparada no que concerne ao tamanho da corda a utilizar e para garantir uma morte rápida. Se a corda for demasiado longa existe o risco de decapitação do condenado, se for demasiado curta o estrangulamento pode demorar até 45 minutos. O comprimento da corda está relacionado com o peso da vítima.

O peso da vítima ao cair deve ser suficiente para causar a morte, no entanto, são raros os casos de morte instantânea.

Se o condenado tiver músculos do pescoço fortes, se for demasiado leve, se a queda for “curta”, ou o nó tiver sido mal posicionado a morte não ocorre pela quebra da coluna vertebral, mas sim por lenta asfixia. Se isto ocorrer à cara engorda, a língua projeta-se para fora da boca, o corpo defeca e ocorrem movimentos bruscos em todos os membros.

Por vezes ocorre um estranho fenômeno chamado de ereção da morte, é uma ereção pós-morte que ocorre quando um indivíduo do sexo masculino morre verticalmente ou de face para baixo permanecendo o cadáver nesta posição.

Durante a vida, o bombear do sangue pelo coração assegura uma distribuição relativamente uniforme em todos os vasos sanguíneos do corpo humano. Uma vez que este mecanismo terminou apenas a força da gravidade atua no movimento do sangue.

Se um indivíduo morrer verticalmente como no enforcamento, o sangue descerá pelas pernas até aos pés. O sangue remanescente no tronco move-se para uma posição inferior devido à força da gravidade, e enquanto o sangue na cintura (que não pode descer devido aos pés que estarem “cheios”) faz com que o pênis se encha com o sangue e se expanda. Esta é chamada ereção da morte.


                                               A roda



Neste mecanismo a vítima era firmemente amarrada à roda pelas mãos e pés. O torturador em seguida usava uma barra, normalmente de ferro, ou um enorme martelo para lentamente esmagar os ossos dos braços e das pernas do condenado. Ele tinha o especial cuidado de não desferir golpes mortais.

A perícia do executor era avaliada da seguinte forma: se os golpes quebrassem os ossos e não rasgassem a pele ele seria aplaudido pela multidão. A idéia era que não existissem fraturas expostas nem sangue.

Quando os ossos da vítima estivessem todos quebrados, os seus membros seriam literalmente enrolados nas extremidades da roda, um pouco como um pretzel. A roda seria então elevada horizontalmente e colocada numa estaca onde a vítima agonizante, esperaria uma morte lenta.


                                  A cegonha (ou a filha do varredor)
 


Este instrumento não se destinava a causar dor diretamente embora esta fosse uma conseqüência própria da sua aplicação. A cegonha consistia numa espécie de algema que unia as mãos e os pés do torturado, impedindo-o assim de fazer qualquer tipo de movimento.

Ainda que pareça um meio de imobilização e não de tortura, a cegonha provoca após alguns minutos, fortes dores musculares e câimbras que com o passar do tempo se transformam numa dor contínua e atroz. Nesta situação a vítima, pode ser maltratada e torturada.


                                               Mesa de esventramento



Este terrível suplício era feito numa mesa sobre a qual havia uma roldana e um sistema de cordas e pequenos ganchos. O torturador abria o ventre da vítima, que se encontrava amarrada sobre a tábua de maneira e não podia se debater-se, em seguida colocava os ganchos na abertura prendendo-os firmemente às entranhas do condenado.

Ao manipular a roldana, as entranhas da vítima eram lentamente puxadas para fora, com ela ainda viva. Esta agonia podia prolongar-se por horas e até dias. Quanto mais tempo demorasse a morte, ou seja, quanto mais o condenado sofresse, maior seria considerada a perícia do verdugo.


                                                   Execução pela espada



A execução pela espada é entretenimento público desde a idade média, sendo ainda hoje praticada em alguns países. Era necessária uma longa aprendizagem para adquirir a perícia necessária para obter a decapitação com um só golpe, coisa que a multidão muito apreciava. Os carrascos mantinham-se “em forma” treinando em animais ou em espantalhos.

A decapitação, pena suave quando comparada com outros “métodos”, estava reservada apenas para a nobreza e pessoas importantes. Os plebeus caso fossem condenados à morte enfrentavam outras formas de execução que garantiam uma agonia mais prolongada.
 
O condenado deveria manter-se ereto, enquanto o executor efetuava um movimento horizontal com a espada ceifando o pescoço.

                                               O esmaga cabeças


Este instrumento tipicamente medieval consistia num capacete e numa barra onde se apoiava o queixo da vítima. Seguidamente utilizava-se um parafuso que ia apertando o capacete comprimindo assim a cabeça na vertical.

O resultado era terrífico: os alvéolos dentários eram destruídos, depois as mandíbulas e caso a tortura não cessasse, os olhos saltavam das órbitas e o cérebro sairia pelo crânio despedaçado.


                                             Breast Torture (tortura dos peitos)




Nos tempos da Inquisição, as mulheres acusadas de bruxaria sofriam por vezes a chamada tortura dos peitos. Esta tortura consistia em pressionar os peitos das suspeitas, utilizando-se para o efeito duas tábuas que frequentemente estavam cobertas de espetos, provocando grande agonia na vítima.



                                     The breast ripper (O despedaçador de peitos)



Este cruel instrumento de tortura era frequentemente utilizado em mulheres acusadas de heresia ou adultério. Como o seu nome indica, ele era usado para rasgar lentamente os peitos das vítimas até ficarem irreconhecíveis.

Por vezes os quatro ganchos eram usados em brasa para aumentar a dor infligida.







Observação: Não sou a favor da tortura, eu só escrevi este artigo para você saber até que ponto chega a crueldade das pessoas.



terça-feira, 12 de outubro de 2010

Doenças humanas causadas por protozoários

            Vou destacar algumas doenças causadas por protozoários no ser humano:


Entamoeba histolytica

           Amebíase: Tambem cahamada disenteria amebiana, é contraída quando uma pessoa consome água ou alimentos contaminadospor uma espécie de ameba: a Entamoeba histolytica.
       Esse protozoário parasita ´rincipalmente o intestino grosso do ser humano, nele provocando ulcerações e se alimentando de glóbulos vermelhos do sangue, No intestino humano, essa ameba se reproduz assexuadamente por cissipariedade. Algumas delas formam cistos, estruturas que possuem uma membrana resistente e que contêm alguns núcleos celulares. Eliminado com as fezes, os cistos podem contaminar a água e alimentos diversos como verduras. Se forem ingeridos, esses cistos se rompem no tubo digestório humano, libertando novas amebas, que começam o ciclo em um outro indivíduo.
             As pessoas com amebíase eliminam fezes liquifeitas, às vezes com sangue e quase sempre acompanhadas de fortes dores abdominais. Para evitar a contaminação, é necessário ferver a água que se vai beber e lavar muito bem verduras e frutas, alem de observar cuidados higiênicos, como a lavagem das mãos, principalmente antes das refeições.

                Doença de chagas: É causada por um protozoário, o Tripanosoma cruzi, que vive no intestino de um percevejo sugador de sague, conhecido popularmente como barbeiro ou chupança, entre outras denominações.

Barbeiro ou chupança
           Os percevejos podem se alojar em frestas de paredes, chiqueiros e paióis. À noite, saem de seus esconderijos e vão sugar sangue das pessoas que estão dormindo. A doença pode ser contraída da seguinte forma: durante a picada, o barbeiro infestado elimina as fezes, que contêm tripanosomos. Coçando o local da picada, a pessoa espalha as fezes do barbeiro e acaba por introduzir os parazitas em seu organismo por meio do pequeno orifício deixado pela picada. Uma vez na corrente sanguínea, os trpanosomos atingem geralmente o coração. Ali eles se fixam, podendo, em casos extremos, causar a morte do doente.

Giardia lamblia
      


        Giardíase: Doença causada pelo protozoário flagelado Giardia lamblia, que parasita o imtestino delgado humano. Geralmente causa fortes diaréias, podendo levar o doente à desidratação.
        O parasita é transmitido ao ser humano por meio da água e alimentos contaminados. A doença pode ser previnida adotando-se as mesmas medidas indicadas para a amebíase.




Mosquito Anopheles, transmissor da malária
       Malária: Também conhecida como maleita, impaludismo ou febre palutre, é provocada por esporozoários do gênero Plasmodium. Esses protozoários são transmitidos ao ser humano por meio da picada de fêmeas infectadas de mosquitos do gênero Anopheles.
       Durante a picada, ao se alimentar de sangue humano, o mosquito infectado liera saliva com protozoários plasmódios. Então, os parasitas entram no sangue e se intalam em diversos órgãos da pessoa, como o fígado e o braço, onde ficam incubados pro vários dias.
       Após um certo período, os parasitas retornam o sangue e penetram nos glóbulos vermelhos, onde se reproduzem assexuadamente. Os glóbulos vermelhos parasitados se rompem liberando novos protozoários, que passam a infectar ouitroa glóbulos vermelhos.Se o sangue de uma pessoa doente for sugado pelos mosquitos, estes adiquirem, então, o parasita. No mosquito, os protozoáriosse reproduzem sexuadamente e, depois de algum tempo, se alojam nas glândulas salivares do inseto. Assim, se esse mosquito infectado sugar o sangue de uma pessoa sã, ele transmite o parasita  ao ser humano, iniciando um novo ciclo.

                                                                         
Toxoplasma gondii, transmissor da doença
       Toxoplasmose: Doença causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, é transmitida aos seres humanos pelo contato com animais domésticos principalmente gatos, com suas fezes. As fezes dos gatos  podem conter cistos do parasita, que são disseminados por animais, como moscas e baratas. Esses cistos podem ser adquiridos quando uma pessoa tem contato com as fezes contaminadas.
       Os sintomas da doençaincluem mal-estar, dores de cabeça, dores musculares e febre. Normalmente, a doença evolui de forma benigna e desaparece sem deixar seqelas no organismo. As vezes, porém pode causar lesoes oculares, com perda parcial ou quase total da visão. Em mulheres grávidas, o protozoário pode atingiro feto, provocando-lhe cegueira, deficiencia mental e até mesmo a morte.








             

Uma pequena ajuda dos deuses no caminho do outro mundo

              A relegiaõ egípcia girava em torno da morte e especialmente da vida alem da morte. Para os egípicios, a vida na Terra era apenas um estágio para o que viria pela frente. Por isso criram todo um sistema, que envolvia mumificações e rituais de sepultamento, e dá para entender por que os poderosos daquele tempo iam desta para a melhor carregados de alimentos, tesouros, funcionários e até de amigos.


Deus Osíris

             Quem cuidava de guiá-los no caminho era o deus Osíris.

          Quem criou o mundo, para os  egípcios, foi o Rá, o deus do Sol. Tudo  por aqui era um grande oceano primitivo, e ele precisava urgentemente de um lugar seco enquanto encarava a tarefa de dar forma a todas as formas. Encontrou uma ilha pedregosa que ficou conhecida como a Pedra Benben. Dali, começou a imaginar como seria o mundo. Surgiram as plantas, os pássaros e os animais. Ele falava os nomes e as coisas surgiam na sua frente. Depois pediu ao seu olho, a deusa Hathor, para procurar outros deuses. Quando ela voltou, notou que nascera um outro olho no rosto no rosto de Rá. Ela ficou triste e começou a chorar: de suas lágrimas, nasceram os primeiros humanos. Os deuses encontrados por Hathor eram Shu e Tefnut. Eles tiveram dois filhos: as estrelas. Com ciúme, Shu separou o casal e proibiu Nut de ter mais crianças em qualquer dia do mês. Mas a deusa ganhou 5 dias extras num jogo com o deus Thot e deu à luz as maiores divindades do Egito: Osíris, Seth, Néftis e Ísis.

                                                Deuses egípcios


        Amon: O grande deus egípcio Amon gostava de usar trajes decorados com plumas. Uma barbicha postiça, longos cílios igualmente postiços e uma pesada maquiagem de cor lápis-lazúli
        A maquiagem representava a cor celeste. Os pelos postiços significavam a majestade. Era o símbolo por excelencia da realeza. Era adorado na cidade de Karnak.
        No início era um deusdo caos, mas tornou-se um grande deus criador e associado ao poder do Sol.



       Osíris e Isis: Os irmãos gêmeos eram casados. Osíris era o deus da fertilidade e associado ao Nilo. O rio foi criado com as lágrimas de Isis, depois que o marido foi despedaçado pelo irmão Seth. A duesa simbolo da maternidade, reconstruiu Osíris.






  

      Thot: O descobridor da química, da matemática, da geometria e da música. Reza a lenda que inventou a forma das pirâmides. Podia aparecer sob forma humana, ou híbrido, com corpo de gente e cabeça de ave íbis.










       Anúbis: Seu rosto tinha uma coloração escura, própria dos corpos putrefatos, Muitas vezes, aparecia sob a forma da cão ou então com nariz de chacau, Era o chefe do submundo dos mortos, guardião das necrópoles e das tumbas.












        Hórus: O deus era representado com a cabeça de falcão num corpo humano. Os egípcios acreditavam que seus olhos representavam o Sol e a Lua. Seu olho, o Waldjet, se tornou um dos mais populares amuletos do Egito.












        Seth: Figura sinistra que combateu Hórus, era o deus do caos e do deserto. Hórus matou Seth, que se tornou o deus do submundo.



                        Família complicada

     Se os deuses egípcios fossem uma família, ela seria pra lá de disfuncional. Pegue o deus Seth. Matou e desmenbrou o irmão Osíris. O "Titio Picadinho" que tal o apelido? - destacava o sobrinho Hórus, primogênito de Osíris com a deusa Ísis. Num belo dia, Seth xingou Ísis de prostituta. Hórus, tomando as dores da mãe, foi tirara satisfações. Tio e sobrinho saíram no braço. Ísis, vendo o filho em desvantagem, atirou um arpão contra Seth. Mas a deusa tinha pontaria ruim e acertou Hórus, que, furioso, decapitou a progenitora. A seguir na maior adrenelina, castrou o tio, mas teve um dos olhos furados pelo punhal de Seth.
         Resultado do entrevero; Hórus ficou caolho, Ísis sem cabeça, ganhou uma sobressalente, que só retirada de vaca. E o encrenqueiro Seth, sem os testículos, ficou para titio no panteão dos grandes deus do Egito antigo.
         As histórias da mitologia egípcia são quase sempre assim: extravagantes, coloridas, muitas vezes violentas. Era também um povinho pra lá de estranho. Você iria se sentir num baile de máscaras no meio deles: Ísis com, você sabe, a tal cabeça bovina. Rá, com uma baita carranca de touro.Hórus, com uma cara de falcão, e Thot com uma de íbis, ave do rio Nilo. (o mais normal, Amon, só tinha uma exótica barbicha postiça.) " O estudo do dantigo Egito nos submege num mundo paradoxal e fascinante", diz o egiptólogo espanhol Francis j. Vilar. O Egito possuía mais de 2 mil deuses, dos quais 114 principais. Comoe quando surgiu essa galera de figuraças incríveis?
         Além de Atum, os principais deuses egípcios eram: Rá, Khepra, Ptah, Shu, Geb, Osíris, Ísis, Hórus, Seth, Néftis, Thot, Hathor e Amon. A patota divina estava longe de ser decorativa. Os deuses eram, para a mentalidade egípcia, manifestações particulares de um supremo, e com o tempo muitos ofuscaram Atum na devoção popular.